Calculo CERTO.
 
             Em novembro de 1999, um aperto no coração, uma saudade grande me faz idealizar uma viagem ao Rio. Recebi algumas críticas, do tipo "vai sozinho?", "não é muito gasto?", vai levar a camera?.
             Ao conversar com amigos via internet sou convidado a ir para uma feira de computadores em Jaú-SP o que acabava tornando um pouco mais complicada a logísitica. Mas complicada mesmo ficou quando fui chamado pra aproveitar que ia pra SP, fazer um curso de RV (Realidade Virtual). A simples viagem familiar transformou-se numa aventura sem limites. 5 cidades, mil histórias, sustos, grana pouca, sufôco mas muuuiiita alegria.
             Dentro do novo roteiro, fui para Campinas, Jaú, Marília, Baurú e Rio. Em Campinas, descobri que meu tio de Maceió tinha ido pra lá, baita coincidência. Foi assim que conheci minha tia paterna Marlene, foram pouco dias mas muito gratificantes, além de ter revisto meu tio Carlinhos e sua esposa Rejane. Lamentavelmente perdi o contato com minha tia Marlene que era através de sua filha. Poucos anos mais tarde soube que tinha falecido. Uma perda que surpreendeu à todos pois era muito nova.
             A jornada em Jaú e Marília podem ser vistas numa página que logo colocarei o link aqui.
             A chegada ao Rio não foi das melhores, apesar da imensa alegria de alcançar meu objetivo principal, soube de um sequestro relâmpago que quase vitimou Edmilson no dia anterior, um sábado. O clima de apreensão logo foi passando com a graça de Deus ter poupado este meu primo deste grande mal que aflige as grandes cidades.
             Foram semanas deliciosas, Todos reunidos numa grande caravana por lugares diversos, casas de amigos e parentes, situações cômicas e momentos que deveriam acontecer muito mais vezes. Seu Pedro e seu fusquinha marron impecável, Débora, Dedê e Deneson no palio azul incrementado, Edna e familia em seu Uno branco atravessando as avenidas e pontes do Rio, se perdendo uns dos outros (eheheheh). Foi assim.
              A volta pro RN foi digna de quem acaba a viagem liso (eheheheh), de ônibus comum!. Só por esse motivo não avancei pra mais um objetivo, ir à Joinville/SC visitar meu pai.
              Meu coração estava certo. Sempre com câmera em punho, registrei cada minuto desses momentos. Deus permitiu que o equipamento voltasse intacto frente ao grande indice de roubos lá e na estrada.
              Foi a última vez que pude ir ao Rio e ver todos reunidos daquela forma. Teria sido a ultima oportunidade de registrar um pouco dessa história de família.
               Comprovei que pensar no futuro, mesmo que distante, registrar cada momento é garantir a eternidade para nossos entes queridos e a própria história da família. É mais que isso, é responsabilidade.
               Próxima fase: Calculo certo no RJ.