> MOÇÃO
>
> Divulgamos, também, a moção sobre comunicação e informação apresentada
> e referendada pelos presentes na sessão de encerramento do Congresso
> Interamericano de Educação em Direitos Humanos…
 
>… c) o processo atropelado e anti-democrático que levou à definição do
> Sistema Brasileiro de TV Digital no País, caracterizado pela
> prevalência dos interesses privados sobre o público e pela falta de
> diálogo com a sociedade civil organizada e representantes de entidades
> de comunicação. No caso da adoção da tecnologia digital para o Rádio,
> o processo tem sido ainda mais problemático, sendo tratado apenas como
> uma mudança tecnológica das emissoras privadas e não como um assunto
> de Estado, devendo ser conduzido no âmbito de políticas públicas
> democraticamente construídas.
 
> …. c) O cancelamento do decreto 5820/2006, sobre a adoção da tecnologia
> japonesa para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital Aberta
> (SBTVD-T).
>
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> Brasília (DF), 1º de setembro de 2006
 
           Bom, sobre isso haverá de convir que é meio tarde.
           Explico: O processo de discussão sobre TV digital não começou agora. A Pioneer em 1986 já apresentava indícios de suas pesquisas apresentando modelos de TVs HD (High Definition). Nas ultimas décadas, especialmente no final da década de 90 já existiam experiências diversas sobre a transmissão em alta definição.
           Nos ultimos 5 anos, mesmo não estando dentro das dicussões diretamente, pude acompanhar o desenrolar dessas discussões, inclusive via programas de TV abertas (STV – SescSenac) e TV Câmara, com palestras completas do Ministro das Comunicações.
           Fora isso, também houveram vários eventos da área que praticamente se voltaram para esse tema, como a SET, a Broadcast Cable, E pra quem pode mais a NAB em Las Vegas.
          A própria Universidade Mackenzie em São Paulo, possui um laboratório de TV Digital onde foram feitas diversas observações técnicas e científicas sobre os sistemas.
          Os congressos da SET, realizados no Rio de Janeiro, apresentaram estudos e discussões sobre o tema. Foi o momento de estarem presentes as representações que aqui se coloca.
          Como ex-técnico em eletrônica, defensor da democratização do acesso à informação e atual produtor multimídia, vejo que foi acertada a opção, tecnologicamente falando, considerando que são verídicos os argumentos e resultados técnicos apresentados.
           Também devo informar que o hardware é japonês mas haverá o desenvolvimento de software nacional até onde sei. 
 
Italo Valerio